Veja neste artigo alguns cuidados fundamentais que é necessário ter com o certificado digital.
No meio eletrônico, várias são as aplicações do certificado digital, uma vez que este é a identificação digital de uma pessoa física ou jurídica e garante a autenticidade e confidencialidade das operações realizadas com ele, concedendo validade jurídica. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados para evitar dores de cabeça.
Neste artigo, vamos abordar 3 principais pontos que devem ser observados na utilização e manuseio do certificado digital Modelo A1, voltados para a emissão de Documentos Fiscais Eletrônicos (DFe).
1. BACKUP
O primeiro e mais importante é a realização do backup do certificado digital. Por se tratar de um arquivo, pode ser facilmente confundido com um outro documento qualquer e acabar sendo deletado da máquina. Às vezes, é possível recuperá-lo na lixeira logo após a exclusão; entretanto, se você costuma utilizar o SHIFT + Delete para todas as exclusões, ou não consegue ver a lixeira cheia sem ter que esvaziá-la, será um caso perdido.
No caso da exclusão do arquivo, se não houver cópia, você será obrigado a adquirir um novo certificado digital, pagando novamente por ele, pois a legislação determina que a certificadora não pode possuir cópia do seu certificado. Portanto, o ideal mesmo é fazer um backup em um local seguro para não correr riscos. Você pode fazê-lo em um servidor na rede de sua empresa, ou até mesmo, e mais recomendado, na nuvem, em ferramentas como Google Drive, OneDrive, Dropbox, dentre outros.
2. INSTALAÇÃO CORRETA DO PFX
Na instalação do certificado digital, uma das opções disponíveis é a permissão de exportação da chave privada. É importante que você deixe marcada essa opção pois, caso em algum momento você precise utilizá-lo em outra máquina, ou mesmo em outra operação, e não tenha acesso ao arquivo original de instalação (.pfx), poderá exportá-lo nas Opções da Internet no Internet Explorer, com todas as propriedades originais.
Entretanto, se no momento da instalação você não marcar a opção citada acima, não conseguirá exportar posteriormente a chave privada. Isso invalidará o uso do certificado para a emissão de DF-e, pois não será possível assinar os documentos corretamente sem a chave. Veja a imagem a seguir:

3. EXPORTAÇÃO DA CHAVE PRIVADA
Conforme citado no item anterior, é possível exportar um certificado instalado para utilizá-lo em outros computadores. Na exportação, é necessário que você exporte, juntamente, a chave privada, para que a assinatura dos documentos seja feita corretamente. Portanto, na hora de exportar, você deve marcar a opção: “Sim, exportar a chave privada“, conforme a imagem a seguir:

MAIS DICAS IMPORTANTES sobre o certificado digital
Para a assinatura correta do XML de um DFe, é necessário que o certificado utilizado contenha a chave privada. Sem ela, não será possível assinar o documento, causando problemas na emissão. Existem 2 formatos que podem ser utilizados para exportar a chave privada do certificado: *.pfx e *.p12. Nós recomendamos a utilização do certificado original (ou cópia deste), em formato *.pfx, devido ao fato de haver garantia de que a chave privada e todas as propriedades do certificado estarão intactas e presentes no arquivo. Isso evitará que você tenha problemas na assinatura dos seus documentos.
Além dos 3 pontos citados acima, é imprescindível que você siga as orientações gerais de uso do certificado digital, tais como utilizar senhas fortes e não fazer empréstimo do certificado a terceiros, para evitar fraudes e problemas com a justiça. Se você ficou com alguma dúvida quanto ao uso ou cuidados com o seu certificado, entre em contato com a nossa equipe, será um prazer ajudá-lo.

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