Linux: uma perspectiva para o desenvolvedor

linux

“Complicado, difícil de usar, não conheço linha de comando“.

Esses são alguns dos pensamentos de muitas pessoas quando ouvem falar de Linux. Felizmente, esse cenário ficou para trás há bastante tempo e a realidade das novas distribuições do Sistema Operacional (SO) é completamente diferente. Partindo dessa afirmação, o artigo de hoje se propõe a analisar as características do Linux para o desenvolvedor de software.

Todavia, o objetivo aqui não é dizer que o Linux é melhor ou pior em relação a outros Sistemas Operacionais. Esse também não é um manual aprofundado sobre o SO. Por isso, se após a leitura você se interessar por utilizá-lo, existe uma vasta quantidade de conteúdo na web sobre o tema que com certeza o ajudarão a entendê-lo melhor.

A seguir, veja uma breve introdução sobre o que é o Linux e em seguida conheça alguns pontos interessantes sobre ele. Boa leitura! (smile)

Linux e suas distribuições

Na verdade Linux é o nome dado ao kernel – ou núcleo – do Sistema Operacional GNU/Linux. A partir dele, são criadas as chamadas distribuições (ou apenas “distros”), e são elas que nós instalamos efetivamente em nossos computadores. Atualmente, existem centenas de distros Linux disponíveis; cada uma delas é desenvolvida para atender uma área específica, o que é uma característica muito interessante, pois permite que você escolha a que melhor atende a sua necessidade.

Existem distribuições dedicadas para uso em servidores, outras para jogos, para usuários finais, para hackers éticos e assim por diante. Como leitura adicional, indico o artigo Confira 11 melhores distribuições para programar em 2020 da SempreUPdate. Você terá uma boa base para começar a escolher!

Compatibilidade

Compatibilidade no Linux é um assunto muito abrangente. Nesse item, saber o que você precisa é o mais importante. Se fossemos falar de jogos, por exemplo, a história seria completamente diferente. Entretanto, como nosso foco é para desenvolvimento (consequentemente, desenvolvimento não especificamente para jogos), as próximas linhas falarão de compatibilidade nesse mesmo contexto.

É verdade que existem algumas aplicações que rodam em outros SOs e não rodam nativamente no Linux. Entretanto, os esforços nesse sentido têm trazido grandes resultados. O crescente uso de tecnologias para desenvolvimento multiplataforma – isto é, que rodam em mais de um SO -, como .NET Core, Python, Java, entre outros, têm tornado o problema de compatibilidade cada vez menor. A própria Microsoft disponibiliza uma instalação do seu framework .NET Core para Linux.

Como consequência, é bem provável que você encontre uma ferramenta popularmente usada em outros SOs disponível também para Linux. Além disso, existem distros como o Ubuntu que possuem a própria loja de aplicativos, onde é possível encontrar alternativas muito boas para suprir alguma necessidade.

Com base nisso, antes de tudo, analise se as ferramentas essenciais que você usa no dia a dia estão disponíveis também para a distro Linux que deseja utilizar. Ou se pelo menos há uma boa alternativa.

Performance

Uma característica interessante nas distribuições Linux é a performance. Mas não vamos entrar no mérito de: “será que este ou aquele SO é mais rápido?”. Apenas destaco o fato de muitas distros Linux rodarem tranquilamente em máquinas com hardware menos potente.

Em contrapartida, é comum que os ambientes de desenvolvimento exijam bastante do processador e da memória RAM da máquina. Nesse sentido, quanto menos recursos o SO consumir do hardware, mais recursos ficam disponíveis para o restante das aplicações, e consequentemente ocorrem menos travamentos na hora de desenvolver.

Baseado nisso, se você possui por hora uma máquina com um hardware menos potente, é interessante escolher com atenção uma distribuição que mantenha um equilíbrio entre performance e funcionalidades. Como dica, existe o Lubuntu, que é uma distro baseada no Ubuntu – outra distro -, porém, com uma interface gráfica mais leve. Isso pode ser positivo na performance, mas se você quer uma usabilidade melhor, talvez seja bom reanalisar.

Usabilidade

Como citado no início, é possível que você pense no Linux como algo “difícil” de ser usado. Mas a verdade é que as novas distros Linux têm obtido cada vez mais sucesso em ser amigáveis ao usuário final. Assim, com distribuições como Ubuntu e Linux Mint, você não precisa saber praticamente nada de linha de comando – sem exageros – para poder usar o SO, devido às excelentes interfaces gráficas que os acompanham.

Partindo desse princípio, você pode focar em usar apenas suas ferramentas de trabalho sem ter que rodar nenhum comando no terminal para isso; basta escolher com atenção a distro correta para a sua necessidade. Duas que atendem bem a esse requisito são as citadas no parágrafo anterior, e como adicional, também a Elementary OS.

Custos

Um dos pontos mais interessantes a serem considerados é que as distribuições Linux são totalmente gratuitas. Ou seja, você não precisa comprar uma licença para usar, seja para uso comercial ou pessoal. Assim, você pode ter quantas máquinas forem necessárias e todas elas rodando uma distro Linux sem custo algum.

Instalação

Explicar o processo de instalação demandaria um artigo separado, por isso, vamos nos ater a um panorama geral para sermos objetivos.

A instalação do Linux vai depender da distro que você escolher. Em geral, é possível encontrar bastante material disponível na web sobre cada uma. Por isso, o aconselhável é que primeiramente seja feita a escolha da distribuição com base na necessidade, conforme comentamos anteriormente, e então pesquisar sobre o passo a passo de instalação.

Mas de modo resumido, comumente é necessário baixar a ISO do SO e gravar em um DVD de boot, ou criar um pen drive “bootável”, com ferramentas como o Rufus, por exemplo. O interessante é que você também pode instalar o Linux em dual boot com outro SO em sua máquina, possibilitando alternar entre eles conforme a necessidade.

Importante:

Sempre baixe a ISO da distribuição deseja na página oficial da distribuição, por motivos de segurança.

Concluindo

Com base em tudo o que vimos até aqui, entendemos que o Linux, se escolhido corretamente para a demanda, pode fornecer diversos benefícios para o dia a dia do desenvolvedor.

Espero que esse artigo tenha sido útil para você. Qualquer dúvida ou sugestão, fique à vontade para deixar um comentário abaixo, ficaremos muito felizes em poder ajudá-lo.

Até a próxima leitura!

Marcelo Bastos

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